O ensino de Matemática na Vereda: Uma janela para o infinito

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Todos temos ou conhecemos alguém que tem uma história de frustração ou medo relacionados à Matemática. Quem nunca ouviu as frases “sou de Humanas” ou “sou de Exatas” quando alguém quis justificar a falta de domínio ou de interesse sobre determinado assunto?

De acordo com o Professor de Referência em Matemática da Escola Vereda, Paulo Dante, em muitos casos, a paixão por descobrir o novo acaba sendo deixada de lado, e com ela a chance de se desenvolver. “A vontade de aprender é substituída por uma forte crença de que a educação matemática é um simples conjunto de normas e regras, sem autonomia para encontrar novos caminhos, de respostas únicas, e sem nenhuma conexão com a vida”.

Nesse sentido, o ensino de matemática na Vereda busca romper com algumas crenças profundamente arraigadas, utilizando como um dos referenciais, os estudos das Mentalidades Matemáticas, desenvolvidos na Universidade de Stanford, que relacionam os processos de ensino e aprendizagem às pesquisas mais recentes sobre neurociência.

A partir destes trabalhos, segundo Dante, podemos traçar um diagnóstico: O problema não é a matemática, mas o jeito que ela é ensinada. “A essência da matemática é a investigação e a busca de soluções. A matemática é uma matéria bonita, aberta e multidimensional. Quando a escola limita e padroniza o ensino ela tira o encanto do estudante por aprender”, explica.

Na Vereda, acredita-se que, para gerar estas mudanças, é preciso ensinar:

  • Todos podem aprender matemática em alto nível
  • Valorizar o entendimento e não a velocidade.
  • A profundidade da compreensão e não a quantidade de informações.
  • O erro como momento ideal para aprendizagem
  • O processo e seu desenvolvimento são mais importantes que a resposta final.

“A proposta da Matemática da Vereda é construir um conhecimento sólido matemático que seja útil na formação para a cidadania do estudante e que possa prepará-lo para próximas etapas de ensino (como o ensino superior, por exemplo)”, explica Rodrigo Cosmo, responsável pela edição e revisão do conteúdo que compõe o material didático da Vereda.

Além do alinhamento com a BNCC e com a matriz de competências e habilidades do ENEM, os temas do material de estudo são organizados de forma espiral, garantindo a retomada dos conteúdos e aprofundamento nos momentos propícios, com as particularidades de cada segmento.

“Cada vez mais, apresentamos aos estudantes uma matemática criativa que lhes permita fazer perguntas que não foram feitas, e pensar em ideias que vão contra as fronteiras tradicionais e, principalmente, imaginárias”, conta o Professor de Referência.

Os professores demostram diariamente aos estudantes que acreditam neles, dão oportunidades de tentar e fracassar, em tempos diferentes, de celebrar e comentar seus erros, e saber que são importantes e benéficos para a aprendizagem.

As salas de aula se desenvolvem continuamente como espaços interrogativos, nos quais os estudantes são instigados a formular e debater suas hipóteses, e intencionais, na profundidade dos conteúdos abordados.

“A matemática pode ser a janela para o infinito, a forma com que se faz a leitura da Natureza e do Universo. Precisamos cada dia mais incentivar nossas crianças. É preciso estar claro que todos são capazes de aprender matemática em altos níveis, independentemente do gênero, lugar social, etnia e até mesmo das escolhas profissionais”, finaliza Dante.

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